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Jan van Rijckenborgh – um rosacruz e um gnóstico hermético

Encontro com Jiddu Krishnamurti

Em uma localidade próxima ao vilarejo de Doornspijk, na Holanda, ocorria regularmente o assim chamado “encontro de verão” dos alunos da Escola da Rosacruz Áurea. Esses encontros contavam com a participação de centenas de visitantes e a cada ano iam surgindo mais e mais interessados.

Durante o encontro de verão de 1933, Jan van Rijckenborgh manteve contato com Jiddu Krishnamurti. A respeito desse contato, ele escreveu, no jornal Het Rozekruis (“A Rosacruz”):

“A filosofia rosacruz está confirmada nos ensinamentos de Krishnamurti. Entretanto, o sistema de libertação que ele propõe é diferente e, portanto, está destinado a outras pessoas que não aquelas para as quais nos dirigimos no momento. Mas em meu modo de pensar, no futuro, ambos os grupos poderão convergir”.

Em 1935, em Duesseldorf, foi fundada a “Federação Internacional da Fraternidade Rosacruz”. Pessoas vindas de 12 países integraram essa comunidade e realizaram um trabalho espiritual em 40 núcleos.

Em 1938, faleceu Zwier Willem Leene. Ele fora o mais intenso e dinâmico dos dois irmãos. Em seu leito de morte, pediu a seu irmão mais cauteloso e pensador que prometesse continuar o trabalho que haviam iniciado juntos. Jan van Rijckenborgh não apenas foi capaz de continuar o trabalho iniciado, como também fez com que essa tarefa se tornasse sua missão de vida – missão esta que ele conseguiu cumprir imbuído de grande poder, como Grão-Mestre do Lectorium Rosicrucianum juntamente com Catharose de Petri.

O desenvolvimento da Escola da Rosacruz após a Segunda Guerra Mundial

Durante os anos de guerra de 1941-1945, a Escola da Rosacruz holandesa foi fechada pelas forças de ocupação. Todas as atividades da comunidade foram proibidas, mas, durante esse período, seu trabalho não foi interrompido por um instante sequer. As atividades da Escola prosseguiram em segredo. Durante esse período, Jan van Rijckenborgh pesquisou o Corpus Hermeticum (os ensinamentos de Hermes Trismegisto, no antigo Egito, cerca de 6.500 a.C.), os escritos dos Maniqueus (na antiga Pérsia, a partir do século III) e de outras comunidades gnósticas. Também estudou a história dos cátaros (no sul da França, dos séculos XII a XIV). Foi nessa época que escreveu o livro Dei Gloria Intacta, no qual figuram as bases do ensinamento da Rosacruz Áurea.

Imediatamente após o término da Segunda Guerra Mundial, os Grão-Mestres focaram-se no novo tempo – firmemente convictos de que a humanidade estaria envolvida por uma tremenda mudança atmosférica capaz de confrontar cada ser humano com o objetivo divino dentro de si mesmo.

Em 1946, a Escola adquiriu um terreno em Lage Vuursche, situado próximo a Hilversum, na Holanda. Aí foi construído, em cinco anos, o primeiro centro de conferências. Nos anos seguintes, outros centros de conferências foram rapidamente estabelecidos na Alemanha, Europa Ocidental e Oriental e no Brasil, onde o trabalho já havia começado antes mesmo da guerra.

A herança espiritual dos cátaros

Em 1946, o trabalho de Jan van Rijckenborgh e Catharose de Petri recebeu um importante impulso através do contato com Antonin Gadal (1877-1962), o guardião da herança cátara no sul da França. Eles se unificaram com o tesouro espiritual dessa comunidade esmagada pela Inquisição há cerca de 700 anos.

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